É comum ouvir que cicatriz de acne é para sempre e que não vale a pena tentar tratá-la. No extremo oposto, há quem prometa apagar todas as marcas em uma única sessão. Nenhuma das duas ideias ajuda. As cicatrizes de acne podem ser suavizadas com técnicas que estimulam a renovação e a produção de colágeno, desde que o plano respeite o tipo de cicatriz e as características da pele. Por isso, o tratamento para cicatrizes de acne em Curitiba começa pela avaliação dermatológica, que identifica quais cicatrizes estão presentes e qual combinação de técnicas faz sentido.
Qual a diferença entre mancha e cicatriz de acne?
Nem toda marca deixada pela acne é uma cicatriz. As manchas escuras ou avermelhadas que aparecem depois das espinhas são alterações de cor, planas, e costumam clarear com o tempo e com os cuidados certos. A cicatriz, por outro lado, é uma alteração de relevo: a pele fica com depressões ou, mais raramente, com elevações.
Essa diferença muda a abordagem. As manchas são tratadas com fotoproteção, ativos clareadores e procedimentos voltados ao pigmento, como explicamos em como tratar manchas no rosto. As cicatrizes pedem técnicas que remodelem a pele. Muitas pessoas têm as duas alterações ao mesmo tempo, e o plano precisa contemplar ambas.
Quais são os tipos de cicatrizes de acne?
As cicatrizes com depressão, chamadas atróficas, são as que aparecem com mais frequência e costumam ser classificadas em três tipos principais:
- Em picador de gelo: estreitas e profundas, parecem pequenos furos na pele.
- Em caixa: mais largas, com bordas bem definidas e fundo plano.
- Onduladas: depressões amplas e suaves, causadas por traves fibrosas que puxam a pele para baixo.
- Hipertróficas e queloides: cicatrizes elevadas, mais comuns no tronco e na região da mandíbula, que exigem abordagem própria.
Na maioria das pessoas, mais de um tipo aparece ao mesmo tempo, o que explica por que um único procedimento raramente trata todas as cicatrizes. A avaliação com boa iluminação, inclusive lateral, ajuda a mapear cada tipo e a profundidade das marcas.
Como a dermatologia trata as cicatrizes de acne?
A dermatologista escolhe as técnicas conforme o tipo, a profundidade e a extensão das cicatrizes, além do tipo de pele:
- Microagulhamento: o microagulhamento cria microperfurações controladas que estimulam a produção de colágeno e a remodelação da pele.
- Radiofrequência microagulhada: a radiofrequência microagulhada associa as microagulhas à energia térmica, com estímulo mais profundo na derme.
- Laser fracionado: o laser fracionado trata a pele em microzonas, o que favorece a renovação e a melhora da textura.
- Peeling químico: o peeling químico promove a renovação das camadas da pele, e técnicas focais podem ser aplicadas dentro das cicatrizes mais estreitas.
- Subcisão: técnica em que a médica libera, com agulha ou cânula, as traves fibrosas que puxam a pele, indicada nas cicatrizes onduladas.
- Preenchimento em casos selecionados: o ácido hialurônico pode elevar algumas depressões amplas, como complemento das outras técnicas.
Por que o tratamento de cicatrizes de acne costuma combinar técnicas?
Como os tipos de cicatriz costumam coexistir, o plano geralmente associa técnicas diferentes. As cicatrizes onduladas, por exemplo, podem se beneficiar da subcisão, enquanto as cicatrizes em caixa costumam ser tratadas com o estímulo de colágeno das tecnologias, e as mais estreitas podem receber técnicas focais.
A dermatologista define a sequência e o intervalo entre as etapas, equilibrando o estímulo necessário com o tempo de recuperação e o risco de manchas. Esse planejamento é o que diferencia um tratamento organizado de uma sequência de sessões isoladas.
Entre as sessões, a rotina de cuidados em casa, com ativos prescritos e fotoproteção, ajuda a manter a pele preparada para a etapa seguinte e a controlar manchas que possam surgir durante o processo.
É preciso controlar a acne antes de tratar as cicatrizes?
Tratar cicatrizes enquanto a acne ainda está ativa costuma trazer pouco benefício, porque novas inflamações formam novas marcas. Além disso, alguns procedimentos podem piorar a inflamação na pele com espinhas. Por isso, o controle da acne geralmente vem antes, ou acontece em paralelo, com a orientação da dermatologista.
Quem usou ou está usando isotretinoína oral precisa informar a médica. O intervalo entre o fim do tratamento e alguns procedimentos é avaliado caso a caso, levando em conta a técnica escolhida e as características da pele.
Também vale evitar espremer espinhas e arrancar crostas, porque a inflamação prolongada e as lesões abertas aumentam a chance de novas cicatrizes. Tratar a acne inflamatória cedo é uma das formas de reduzir a formação de marcas.
Quantas sessões são necessárias para tratar cicatrizes de acne, e o que esperar?
O tratamento das cicatrizes de acne costuma exigir várias sessões, com intervalos de algumas semanas, porque a remodelação da pele é gradual. O objetivo é suavizar o relevo e melhorar a textura, e a resposta varia conforme o tipo de cicatriz, a pele e a técnica. Em geral, não é possível eliminar todas as marcas por completo.
Depois das sessões, vermelhidão, inchaço leve e descamação podem durar alguns dias. A fotoproteção rigorosa é indispensável, principalmente em peles morenas e negras, que têm mais risco de manchas depois de procedimentos. As mesmas tecnologias também são usadas em outras cicatrizes, como as estrias, tema do artigo estrias brancas e vermelhas têm tratamento. Outras opções para a pele estão reunidas na página de tratamento de manchas na pele em Curitiba.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. As técnicas indicadas, o número de sessões e os cuidados no tratamento das cicatrizes de acne são definidos individualmente, após avaliação com a dermatologista.















