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Corpo · 4 min de leitura

Estrias brancas e vermelhas têm tratamento? Entenda as diferenças

As estrias vermelhas e as brancas estão em fases diferentes e respondem de formas diferentes. Veja por que elas surgem, quais tratamentos costumam ser indicados e o que esperar.

Rosto da Dra. Vanessa Soares, dermatologista em Curitiba, sorrindo.

Por Dra. Vanessa Soares, dermatologista (CRM-PR 24381 · RQE 24651) · atualizado em 28 de outubro de 2026

Imagem ilustrativa do artigo “Estrias brancas e vermelhas têm tratamento? Entenda as diferenças”. Creme hidratante sendo espalhado no braço.

Existe uma crença muito difundida de que estria não tem jeito: depois que aparece, resta apenas escondê-la. Não é bem assim. Estrias brancas e vermelhas têm tratamento, e a principal diferença entre elas está na fase em que se encontram, o que muda a abordagem e o que se pode esperar. O objetivo é suavizar a cor, a largura e a textura das estrias, e não prometer que elas desapareçam por completo. A seguir, explicamos por que as estrias surgem e quais opções a dermatologia oferece para cada fase.

O que são as estrias e por que elas aparecem?

As estrias são cicatrizes lineares que se formam quando a pele é estirada de forma rápida ou intensa. Nesse processo, as fibras de colágeno e de elastina da derme se rompem, e o organismo reorganiza o tecido como uma cicatriz, com aspecto diferente da pele ao redor.

Entre os fatores associados ao surgimento das estrias estão:

  • Crescimento rápido: o estirão da adolescência é um período frequente de aparecimento.
  • Gestação: o crescimento da barriga e as mudanças hormonais favorecem as estrias no abdome, nos seios e nos quadris.
  • Variações de peso: ganhos ou perdas rápidas estiram a pele de forma brusca.
  • Ganho rápido de massa muscular: a hipertrofia intensa pode estirar a pele de braços, ombros e coxas.
  • Uso de corticoides: o uso prolongado, oral ou tópico, pode fragilizar a pele.
  • Predisposição genética: algumas pessoas têm mais tendência a formar estrias, mesmo com estímulos parecidos.

Qual a diferença entre estrias vermelhas e estrias brancas?

As estrias vermelhas, rosadas ou arroxeadas representam a fase inicial. Nesse momento, ainda há inflamação e vasos sanguíneos na região, e o tecido está em processo de cicatrização. É a fase em que o tratamento costuma encontrar resposta mais favorável, porque a pele ainda está em atividade de reparação.

Com o tempo, a estria perde a cor, fica esbranquiçada, mais fina e com leve depressão. As estrias brancas são a fase madura da cicatriz: já não há inflamação nem vasos, e o tecido está reorganizado. Elas também podem ser tratadas, mas a resposta tende a ser mais lenta, e o objetivo é melhorar a textura, a largura e o contraste com a pele ao redor.

Como tratar estrias vermelhas?

Na fase inicial, o foco é reduzir a inflamação e a vermelhidão e estimular uma cicatrização mais organizada. Dependendo do caso, o plano pode incluir:

  • Ativos tópicos prescritos: alguns ativos estimulam a renovação da pele e o colágeno, sempre fora da gestação e com orientação médica.
  • Laser fracionado: o laser fracionado cria microzonas de estímulo na pele e ajuda na remodelação do tecido.
  • Microagulhamento: o microagulhamento corporal estimula a produção de colágeno por meio de microperfurações controladas.

Por isso, quanto antes as estrias vermelhas forem avaliadas, mais opções costumam estar disponíveis. Esperar que elas fiquem brancas não é necessário para começar o tratamento.

Estria branca tem tratamento?

Nas estrias maduras, o objetivo é remodelar a cicatriz e estimular colágeno novo. As técnicas costumam ser as mesmas ou semelhantes, com parâmetros ajustados à fase da estria, e frequentemente combinadas:

  • Radiofrequência microagulhada: a radiofrequência microagulhada associa microagulhas e energia térmica para estimular a derme em profundidade.
  • Microagulhamento associado a ativos: as microperfurações podem ser combinadas a substâncias aplicadas na pele, conforme a indicação.
  • Laser fracionado em sessões seriadas: o estímulo repetido ao longo das sessões ajuda a melhorar a textura e o relevo.

Os protocolos de cada fase estão detalhados na página de tratamento para estrias. A escolha e a associação das técnicas dependem da localização, da extensão, do tipo de pele e do histórico de cada paciente.

Quantas sessões o tratamento de estrias exige e o que esperar?

O tratamento das estrias costuma exigir várias sessões, com intervalos de algumas semanas entre elas, para que a pele tenha tempo de produzir colágeno e se remodelar. A melhora é gradual e varia muito de pessoa para pessoa: em geral, as estrias ficam menos largas, com menos contraste e textura mais próxima da pele ao redor.

Depois das sessões, é comum que a área fique avermelhada, sensível e com leve descamação por alguns dias. A fotoproteção é indispensável, sobretudo em peles morenas e negras, que têm mais risco de manchas depois de procedimentos. Técnicas semelhantes também são usadas em outras cicatrizes, como explicamos no artigo sobre tratamento para cicatrizes de acne em Curitiba.

Quando o tratamento de estrias deve ser adiado?

Alguns momentos pedem que o tratamento seja adiado ou adaptado:

  • Gestação e amamentação: a maior parte dos procedimentos e vários ativos tópicos ficam para depois desse período.
  • Pele bronzeada ou irritada: aumenta o risco de manchas e de reações.
  • Infecções ou feridas na área: precisam ser tratadas antes das sessões.
  • Tendência a queloides: exige avaliação cuidadosa da técnica e dos parâmetros.
  • Uso recente de isotretinoína: pode mudar o planejamento de alguns procedimentos.

Outras queixas do corpo, como flacidez e celulite, estão reunidas na página de estética corporal em Curitiba. Sobre a celulite, veja também celulite tem cura? Mitos e verdades.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. A escolha das técnicas, o número de sessões e os cuidados no tratamento das estrias são definidos individualmente, após avaliação com a dermatologista.

Perguntas frequentesdúvidas comuns

Hidratante previne estrias na gravidez?

Manter a pele hidratada melhora o conforto e a elasticidade, e costuma fazer parte dos cuidados na gestação. Ainda assim, não há garantia de prevenção, porque a genética e a intensidade do estiramento têm papel importante. Os produtos usados nesse período devem ser orientados pelo obstetra e pela dermatologista.

Estria antiga tem tratamento?

Sim. As estrias antigas geralmente são brancas, e o tratamento busca remodelar a cicatriz para melhorar a textura, a largura e o contraste com a pele ao redor. A resposta costuma ser mais lenta do que nas estrias vermelhas e exige várias sessões.

Musculação causa estrias?

O ganho rápido de massa muscular pode estirar a pele e favorecer o aparecimento de estrias, principalmente nos braços, nos ombros e nas coxas. O uso de anabolizantes e de corticoides também está associado ao problema. Um ganho de massa mais gradual tende a sobrecarregar menos a pele.

Homens também podem tratar estrias?

Podem. As estrias também aparecem em homens, especialmente depois de fases de crescimento rápido, ganho de peso ou de massa muscular. O tratamento segue os mesmos princípios, com a técnica escolhida conforme a fase e a localização.

Tratamento para estrias em Curitiba

com a Dra. Vanessa Soares

Estrias brancas e vermelhas têm tratamento, e o plano adequado depende da fase, da localização e das características da sua pele. Agende uma avaliação com a Dra. Vanessa Soares, médica dermatologista, na NUE Wellness Clinic, no Ecoville, em Curitiba, para entender as opções indicadas para o seu caso.

Dra. Vanessa Soares, médica dermatologista (CRM-PR 24381 · RQE 24651), atende na NUE Wellness Clinic: R. Dep. Heitor Alencar Furtado, 3350 - Laje 101c - Campo Comprido, Curitiba - PR, 81200-110.

As informações deste site têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. A indicação de cada tratamento depende da avaliação individual, e os resultados variam de pessoa para pessoa.