Muita gente procura a dermatologista por causa de uma ruga, de uma mancha ou de um procedimento e nunca teve a pele do corpo inteiro examinada. É uma inversão de prioridades. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, e muitos casos podem ser identificados cedo por um exame simples. O check-up de pele em Curitiba coloca a saúde em primeiro lugar, com a avaliação de todas as pintas e lesões antes de qualquer objetivo estético. Não existe beleza sem saúde.
O que é o check-up de pele?
O check-up de pele é uma consulta dedicada a examinar a pele do corpo inteiro, e não apenas a queixa que motivou a visita. Ele busca alterações que a própria pessoa não percebe ou às quais não dá importância: pintas que mudaram, áreas ásperas em regiões expostas ao sol, feridas que não cicatrizam, manchas novas nas unhas.
O exame faz parte da frente de saúde da pele e pode ser feito por si só ou dentro da consulta com a dermatologista no Ecoville, em que também se avaliam outras queixas. Para muitas pessoas, é o primeiro contato com a dermatologia e o ponto de partida para os demais cuidados.
Como é o exame dermatológico do corpo inteiro?
O exame é simples, sem cortes ou agulhas, e segue uma ordem para que nenhuma área fique de fora:
- Conversa inicial: histórico de queimaduras solares, uso de bronzeamento artificial, pintas que mudaram, casos de câncer de pele na família e doenças ou medicamentos que alteram a imunidade.
- Exame por regiões: a pele é examinada da cabeça aos pés, com atenção ao conforto e à privacidade da paciente.
- Áreas esquecidas: couro cabeludo, orelhas, costas, espaços entre os dedos, plantas dos pés, unhas e lábios, regiões que quase ninguém consegue ver sozinho.
- Dermatoscopia: as lesões que merecem atenção são examinadas com o dermatoscópio.
- Orientação: ao final, a médica explica o que encontrou, se alguma lesão precisa de acompanhamento ou biópsia e quando repetir o exame.
Se possível, venha sem maquiagem e sem esmalte, para que o rosto e as unhas possam ser bem avaliados.
O que é a dermatoscopia?
A dermatoscopia é o exame da pele com um aparelho de aumento e iluminação própria, o dermatoscópio. Ele permite enxergar estruturas e padrões de cor logo abaixo da superfície, que não são visíveis a olho nu. Com isso, a dermatologista diferencia com mais precisão uma pinta comum de uma lesão que precisa ser acompanhada ou retirada para análise.
O exame não exige preparo. Quando a pessoa tem muitas pintas ou risco aumentado, o acompanhamento ao longo do tempo ganha importância. Existem métodos de mapeamento corporal que registram fotografias do corpo inteiro e imagens dermatoscópicas digitais das lesões, usados para comparar cada pinta de um exame para o outro. A forma de acompanhamento mais adequada é definida na consulta.
Quem deve fazer o check-up de pele e com que frequência?
Todo adulto se beneficia de uma avaliação periódica da pele. Algumas características, porém, aumentam o risco de câncer de pele e pedem mais atenção:
- Pele e olhos claros: principalmente em quem se queima com facilidade, tem sardas ou cabelos claros ou ruivos.
- Muitas pintas: ou pintas grandes, de formato e cor irregulares.
- Queimaduras solares: sobretudo as que formaram bolhas na infância e na adolescência.
- Exposição solar acumulada: trabalho ao ar livre, esportes no sol e uso de bronzeamento artificial.
- Histórico pessoal ou familiar: de melanoma ou de outros cânceres de pele.
- Imunidade reduzida: por doenças ou medicamentos, como em pessoas transplantadas.
A frequência é individual. Em geral, uma avaliação por ano é a orientação mais comum para adultos sem fatores de risco. Quem tem risco aumentado pode precisar de retornos a cada seis meses, ou conforme a orientação médica.
Quais sinais de alerta merecem atenção?
A regra do ABCDE ajuda a reconhecer as pintas que merecem avaliação, principalmente pelo risco de melanoma:
- A, assimetria: as duas metades da pinta são diferentes entre si.
- B, bordas: contorno irregular, serrilhado ou mal definido.
- C, cor: mais de uma cor na mesma lesão, como marrom, preto, vermelho ou azulado.
- D, diâmetro: pintas maiores que cerca de 6 milímetros.
- E, evolução: mudança de tamanho, forma, cor ou relevo, ou sintomas como coceira e sangramento.
A evolução costuma ser considerada o sinal mais importante. Também vale observar a pinta que destoa das demais, conhecida como “sinal do patinho feio”, e lesões que não são pintas: uma ferida que não cicatriza em cerca de quatro semanas, uma pequena elevação brilhante que sangra com facilidade, uma área áspera que sempre volta no rosto ou nas mãos e uma faixa escura nova na unha.
Como fazer o autoexame da pele em casa?
O autoexame mensal complementa o check-up e ajuda a perceber mudanças entre uma consulta e outra.
- Ambiente: um local bem iluminado, um espelho grande e um espelho de mão.
- Ordem: examine o rosto, o couro cabeludo com a ajuda de um secador ou de outra pessoa, o tronco, as costas, os braços, as pernas, as plantas dos pés e os espaços entre os dedos.
- Registro: fotografar com o celular as pintas que chamam a atenção facilita a comparação nos meses seguintes.
- Ação: diante de uma lesão nova que cresce ou de uma pinta que mudou, não espere a próxima consulta de rotina.
Por que fazer o check-up antes de procedimentos estéticos?
Lasers, luz intensa pulsada, peelings e injetáveis atuam sobre a pele, e a pele precisa estar saudável para recebê-los. Uma pinta suspeita tratada como mancha comum pode ter o diagnóstico atrasado, e inflamações, infecções ativas ou doenças de pele não identificadas podem piorar com o procedimento.
Por isso, a avaliação dermatológica vem antes. Ela identifica as lesões que precisam ser investigadas primeiro, ajusta o momento de cada tratamento e prepara a pele para responder melhor. O artigo sobre cuidados com a pele antes e depois de procedimentos reúne as orientações práticas dessa preparação. Quem tem manchas no rosto encontra no tratamento para melasma um exemplo de cuidado que começa pelo diagnóstico.
Fotoproteção: a prevenção que começa em casa
A exposição ao sol ao longo da vida é o principal fator de risco modificável para o câncer de pele. Protetor solar diário, reaplicado nas atividades ao ar livre, chapéu, óculos escuros, roupas com proteção e a preferência pela sombra nos horários de sol mais intenso reduzem esse risco. Em Curitiba, os dias nublados enganam: boa parte da radiação ultravioleta atravessa as nuvens. O bronzeamento artificial deve ser evitado, e as câmaras de bronzeamento para fins estéticos são proibidas pela Anvisa.
O guia de fotoproteção no dia a dia explica como escolher o protetor, quanto aplicar e quando reaplicar.












